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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Paz


"A Paz Mundial
deve se desenvolver a partir da paz interior.
Paz não significa ausência de violência.
Paz é a manifestação da compaixão humana."
Sua Santidade o Dalai Lama

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Palavras do Buda da Compaixão

"A melhor maneira de ter certeza de que um dia nos aproximaremos da morte sem remorsos é agindo de maneira responsável e manifestando compaixão pelos outros no presente. Na verdade, isso é de nosso próprio interesse e não apenas porque vá nos beneficiar no futuro. A compaixão é uma das coisas que mais dão sentido às nossas vidas. É a fonte de toda felicidade e alegria duradouras. É o alicerce de um bom coração, o coração daquele que age motivado pela vontade de ajudar os outros. Por meio da bondade, da afeição, da honestidade, por meio da verdade e da justiça para com todos os outros é que asseguramos nossos próprios benefícios. Essa não é uma questão para ser debatida com teorizações complicadas. É uma questão simples, de bom senso. Não há como negar que a consideração pelos outros é algo valioso.Não há como negar que a nossa felicidade está inextricavelmente entrelaçada à felicidade dos outros. Não há como negar que, se a sociedade sofre, nós também sofremos. Não há como negar que quanto mais animosidade há em nossos corações, mais infelizes nos tornamos. (...) Amor pelos outros e respeito por seus direitos e sua dignidade, sejam eles quem forem ou o que forem: é só o que afinal precisamos ter. Se praticarmos isso em nossas vidas diárias, não importa se somos instruídos ou ignorantes, se acreditamos em Buda ou em Deus, se seguimos outra religião ou não seguimos nenhuma. Desde que tenhamos compaixão pelos outros e sejamos capazes de nos conter, motivados pela noção de responsabilidade, não há dúvida que seremos felizes.
"Tenzin Gyat-so, o Dalai Lama ( Uma ética para o novo milênio, Ed. Sextante)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O caminho espiritual não precisa ser árduo


Quando viajam para algum lugar, as pessoas apreciam diferentes coisas ao longo do caminho, sem perder de vista o destino final. Com relação ao auto-conhecimento, não é preciso ser diferente. A beleza dessa busca está não apenas no destino a ser alcançado, pois o caminho também é bonito.

Freqüentemente se diz que o caminho espiritual é extremamente árduo. Mas, se você realmente compreende o que “espiritual” significa, você perceberá que não há nada árduo com relação a esse caminho. O que há de árduo em ouvir constantemente que você é ilimitado, ananda? O caminho espiritual também tem sido comparado a uma navalha: “não pare; seja muito cuidadoso! Um passo em falso e a queda será grande. Quanto mais alto for, pior será a queda!” Se você for até um pináculo e escorregar, dificilmente sobrará algum osso para contar a sua história. Assim como poderão ser feitos os ritos finais para você? Mas essa conversa baseia-se no pressuposto de que há algo a ser realizado. Na realidade, há apenas algo a ser compreendido. Se o objetivo é ananda, completude, felicidade, como pode o caminho até lá ser desprazeroso? Até onde você entende, o caminho é ananda. O caminho é ananda e os dois lados são ananda. Não há nenhum momento sem graça, como na peregrinação a uma montanha. Enquanto anda pelas trilhas das encostas, cada uma das inúmeras curvas revela uma nova paisagem, um novo vale, um novo cenário.

Do mesmo modo, o caminho para o auto-conhecimento não é árduo. O próprio caminho é prazeroso e o final é o próprio prazer. Ao contrário do que muitas vezes ouvimos, o caminho não é mais difícil no início e prazeroso só mais à frente ou prazeroso no começo e penoso depois.
Às vezes se diz que o caminho espiritual é amargo no começo e prazeroso depois, enquanto que o caminho material é prazeroso no começo e amargo mais à frente. Mas... será realmente esse o caso? Não será o caminho material sempre um problema, no começo, no meio e também mais adiante?



Swami Parananda Saraswati
Traduzido pelo yogi Germano Glufke Reis da obra Bhagavadgita, Home study course, capítulo 4, pp. 54 – 55.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Templo de Delfos


" Advirto, seja quem fores!
Ó tu, que desejas sondar os arcanos da natureza; se não achares dentro de ti aquilo que procuras, também não poderás encontrar fora.Se tu ignoras as excelências de tua própria casa, como pretendes encontrar outras excelências? Em ti está oculto o tesouro dos tesouros."

Esta inscrição está na entrada do templo de Delfos na Grécia

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A importância da natureza

Vivemos num planeta tão lindo e cheio de maravilhas que o subestimamos, estava eu refletindo outro dia...

Só um Ser muito amoroso poderia proporcionar a todos nós este cenário belíssimo que contemplamos todos os dias. Vejamos: estamos todos sempre imersos no azul celeste, que é a cor que vibra fluidos relaxantes, repousantes. O globo terrestre desliza numa atmosfera azulada, serenamente. Nossos mares são abrigos de algas que higienizam a atmosfera e são tão benéficas que vão sendo usadas para os mais diversos fins curativos. Além disso, quem não sabe que um banho de água com sal grosso limpa a nossa aura das emanações negativas? Estamos todos cercados de água salgada... Todos os continentes são banhados por mares, que nos curam e limpam o ar que respiramos, pois os ventos se incumbem de soprar os fluidos marinhos em todos os lugares banhados pelos oceanos. Será que lembramos disso quando temos a oportunidade de tomar um banho de mar? E o mar é também azul... desta cor doce e suavizante, para nos acalmar e harmonizar.

A nossa flora é predominantemente verde... e como nos vitaliza esta cor, curativa também! Repararam como é harmonizante olhar um vale verde? Esta cor nos remonta às nossas raízes, ao nosso Ser mais profundo, primeiro, ao nosso Eu Superior - daí ser a emanação do chakra cardíaco e ser a esmeralda a pedra símbolo da Medicina.
Cada animal também tem muito a nos ensinar sobre vida e seríamos sábios se aprendêssemos com eles! Cada plantinha, mesmo que não saibamos ainda, traz em si elementos importantes para as nossas vidas, para a cura do corpo e da Alma.

Os ciclos da Natureza nos ensinam sobre a passagem do Tempo em nossas próprias vidas, sendo o Verão o apogeu da juventude, a primavera o seu período anterior, o Outuno a idade madura - com toda a sua beleza e complexidade de cores e nuances - e o Inverno simbolizando a Velhice que chega meio triste, com árvores desfolhadas... que recolhem ao seu interior a seiva da vida durante um tempo... para que possam renascer, logo adiante, com vitalidade renovada; no caso de nós, seres humanos e mesmo no dos animais, renascemos para o mundo espiritual, de onde viemos.
Se soubéssemos viver com simplicidade e sabedoria cada etapa de vida, sem apego ao que já passou e sem medo do que virá à frente, passaríamos suavemente pelo planeta, respeitando mais a nós mesmos e a Vida!

Na verdade, se ficarmos atentos, perceberemos que somos parte integrantes da Natureza e nos valeremos do que ela pode nos oferecer para nos curar, para nos energizar e para sermos mais felizes!
Sem nos sentirmos um estranho, num ninho tão deslumbrante e extraordinário!
Louvemos ao Senhor nosso Pai, que nos cerca de tanta beleza e de tanto Amor!
Maria Critina